Na veia. Entorpecente.
Sangue. Borbulhando.
Febre. Na pele.
Luz fluorescente. Azul.
Sensação. Medo.
Paredes frias. Corpo inerte.
Vazio. Ferrugem nos ossos.
Sabor amargo. Overdose!
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Morfina'
Pedra
Os pássaros habitantes daqui se lançam no abismo e eu queria poder fazer como eles, encontrar uma corrente e planar sem me chocar numa parede rochosa.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Certeza'
À respeito de mim mesma,o mesmo engano profano que me guia nos sentimentos e a letargia fria que segue, que corre pelas veias das mesuras banais corroendo fisicamente as chances de tudo ser o mesmo engano.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Cogumelo'
Detesto frívolidades,
Podemos partir do ponto que nos interessa,
Podemos deitar nus na grama,
E ver surgir um sentimento,
Como um cogumelo.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Meu Monstro
Achei que assim o estaria libertando mas ele se escondeu mais adentro do orgão pulsante que bombeia emoções e algo à ver com um líquido viscoso essencial. Um monstrinho acuado,medroso que na verdade gosta de morar comigo. Deixo-o livre mas ele se recusa a ir embora.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Rumo das coisas'
nessa cidade desconhecida,andando com a sombra dizendo
que sou parte do todo e que o todo é o
muro,o cimento,raízes de árvores,janelas
e luzes acesas ou apagadas,eu vou pulando
cada hipótese,cada degrau,um sonho,uma
pedra,um acaso.Chuvinha fina molhando as
ruas e o brilho das luzes dos postes causam
efeitos transitórios,criam flashs,imagens da vida
num filme.Um processo ecológico nascer,crescer..
Morrer é morfológico.Por que pensar assim?
As pessoas passam por mim e não me vêem
mas eu as vejo por dentro entre veias,sangue,
histórias e espírito pregado à carne como
quadro na parede.Meus pensamentos criam
um colorido para a paisagem dos carros,gente,
máquinas,céu.O céu azul.Ele sempre foi azul.
Mas aqui eu conheço somente a placa que li
inúmeras vezes indicando um caminho que não
sei se é o meu destino.Fora da concha..
Mundo perpétuo,grande..ruas e ruas.
Sem saber,era aqui que eu estava o tempo todo,
mas vou partir no trem do rumo das coisas.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Animal que sou'
Uivando para as luas,caçando nas noites.
Dias,vidas,moscas.
Instinto,natureza,espírito.
Caminhando na chuva,nas pedras.
Comendo carne crua,mato seco.
Olhar,febre,humildade,umidade.
Pegada na lama,na areia.
Coração,pata,cauda,vento.
Dormindo no tapete,no chão,na cama.
Medo,coragem,rosnado.
Sombra,luz,sol,neblina.
Água,alguém,amor.
sábado, 15 de outubro de 2011
Conjecturas'
Confabulando a mesma visão e tremendo involuntariamente.
Eu jogaria tinta nessa parede.Criaria uma paisagem viva,uma viva tenacidade.
Impacto necessário para levá-la a ruptura.
Eu faria algo para o desespero da exatidão de não haver móveis e não propagar chamas.
Não confunde as lógicas.Não aumenta o estupor da psicomotricidade.
Os deflexos são mais hierárquicos que os reflexos puros.Alteram a variabilidade individual.
Incompatibilidade absoluta de mecanismos do verde veronese naquele canto.
E a parede está suja com cor de véu guardado num baú a muitos anos.
Um sentimento almofadado de sensações.Disfunção rítmica.
Estou pregada a ele e não sei me voluntariar pelo acaso insano dessas conjecturas.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Poetas mortos'
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Atualidade
Sexo,tecnologia
Artifícios do mundo.
Humanidade, vamos lá, vamos lá todo mundo..
Perspectividade!
domingo, 17 de julho de 2011
Alucinógenos'
Guitarras alucinantes,
Alucinando alucinógenos,
Orgias,orgasmos,
Compulsões,ilusões,
Extremismo,extrema unção,
Fatos,fatais,
Lanças lançadas do céu,
Lucidez,loucura,
Razão.